fantasma
Debruçado sobre a sorte e sorrindo ao mundo,
exerço o meu direito sobre este pôr do sol!
Sem queixume nem arrogância pretensiosa
pergunto educadamente a hora ao corvo.
Peço-te para mim, equilíbrio em cascatas
de razão e ar fresco do sopro matinal.
Com um pé enrolado num lençol de
felicidade extravagante e um sono
contemplador de outro respirar.
Desposámos as nossas máscaras.
Voámos sobre a expectativa um do outro.
Cantámos imensidão!
quando o nosso espírito pedia
introspecção!
Invasão!
Choraste por não perceber quem somos.
Dúvida e esplendor não andam de mãos juntas!
Grita tu, agora, a tua dor.
E ajuda-me a calar a minha.
Um beijo na testa.
Dois pestanejares.
Aquela voz...
Diogo

