Bronze
O Sol cai como veludo
e vem tinir na minha pele
num repique surdo e sedoso
que é rubro e louco bronze
Plim... Plim... Plim...
Chocalhar de pequenos sinos
apertados entre glândulas sudoríparas
e o sol, comandante supremo
de todos os exércitos de sacristãos,
ordena que todo o bronze estremeça
contanto que da sua passagem nasça
um novo hino de adoração.
No total, todo este bronze
a cada retoque gemendo,
É uma mão de donzela fina
Acariciando... Enlouquecendo.
José Luis da Fonseca


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