outono
Um tenebroso rugir martela
compassadamente um susto
que uma alma simples não
pode, simplesmente, aguentar.
Ah! como o medo de não me ouvir
é Terrível!
O medo de não me conseguir ouvir...
o verão de novembro leva-me
por memórias indizíveis.
materializo-me criança e
respiro sofregamente o meu passado .
Fecho os olhos molhados a um
passado que já não me pertence.
O medo de Outono carrega consigo
a dúvida característica de um final.
o Medo do fim pesa nos meus lábios,
em restos de polpa de dióspiro,
e nas unhas encardidas de romã.
Diogo

