um Q de mim
Venho cheio de imagens na minha mente
das que imprimem uma mística, uma face oculta
Um Q de vida de se saber ser que sente,
uma palavra retorcida num sentimento que faculta
o olhar indiscreto sobre o sofrimento indirecto.
Ó fluxo magnânine!, sina imutável!
porque de tanta crueldade inundaste o mundo?
Com quantas pedras se descreve em ti um segundo?
Porquê de ti só mal condenável?
Tenho por de mim o mais íntimo desejo
de libertar sobre ti tudo aquilo quanto vejo
mas sobretudo de te mostrar tudo aquilo que imagino
O abrir os diques da minha alma a repique de sino
A perfeita construção humana espalhada sobre o mundo
num aluvião de sensações e amar profundo
Como é perfeito tudo isto na minha mente
que imprimindo realidade, numa face de ternura
É um Q de generosidade que é verdade e está quente,
uma palavra amiga num sentimento que perdura
o sorrir indiscreto sobre o amor indirecto.
Diogo

