Thursday, May 25, 2006

fantasma

Debruçado sobre a sorte e sorrindo ao mundo,
exerço o meu direito sobre este pôr do sol!
Sem queixume nem arrogância pretensiosa
pergunto educadamente a hora ao corvo.
Peço-te para mim, equilíbrio em cascatas
de razão e ar fresco do sopro matinal.
Com um pé enrolado num lençol de
felicidade extravagante e um sono
contemplador de outro respirar.

Desposámos as nossas máscaras.
Voámos sobre a expectativa um do outro.
Cantámos imensidão!
quando o nosso espírito pedia
introspecção!

Invasão!

Choraste por não perceber quem somos.
Dúvida e esplendor não andam de mãos juntas!

Grita tu, agora, a tua dor.
E ajuda-me a calar a minha.

Um beijo na testa.
Dois pestanejares.

Aquela voz...


Diogo

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