Sunday, March 26, 2006

Língua

Preciso e afeito utensílio de corte.
Que chatice ter que te ouvir...

E quando pensas sozinha?
Que fastio saber que existes!

Azulão, indigo e púrpura.
E saber mais que as tuas queixas.
E viver mais que o teu lamento.
E ser mais que a tua crítica.

Para me perguntar no final
de que valeu te ter conhecido?

E nao ter tempo para responder
enquanto adormeço noutro sono.
E acordar ao teu lado e não saber quem és.

E chamares-me Dada.
E eu responder,
Sou Eu.


Diogo