ponto
um casal que se despede num
parque de estacioanamento.
uma luz de candeeiro e uma
gota de solidão que preenche
um casco de alma podre e vazio.
asilo de vida
olhos cerrados e abertos que não
curam uma cegueira de infância.
triste estar numa poltrona
sem esperar nem demorar.
choro compulsivo e inconsequente.
ausência de vida num redor imenso.
levar as mãos à cabeça
e retirá-las no mesmo instante
sem que os dedos toquem no rosto.
tremer o sobrolho.
querer acordar sem dormir.
desejo de retorno.
esperança de útero
e desassemblagem celular.
estender a mão
agarrar o vazio
recolhê-la de imediato
arrastar. desistir> ?conceder Desfalecer...
Diogo


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