Monday, October 10, 2005

ponto

um casal que se despede num
parque de estacioanamento.
uma luz de candeeiro e uma
gota de solidão que preenche
um casco de alma podre e vazio.

asilo de vida

olhos cerrados e abertos que não
curam uma cegueira de infância.

triste estar numa poltrona
sem esperar nem demorar.

choro compulsivo e inconsequente.

ausência de vida num redor imenso.
levar as mãos à cabeça
e retirá-las no mesmo instante
sem que os dedos toquem no rosto.

tremer o sobrolho.
querer acordar sem dormir.
desejo de retorno.
esperança de útero
e desassemblagem celular.

estender a mão
agarrar o vazio
recolhê-la de imediato

arrastar. desistir> ?conceder Desfalecer...


Diogo

0 Comments:

Post a Comment

<< Home