plantando sonhos
Eu e Thomar damos as mãos
e selamos um amor profundo
Não há como respirar a neblina do rio
misturada com o fumo que sobe,
das castanhas que assam lentamente.
Os casacos, os rostos
(apertados por entre um cachecol e um gorro),
e por vezes um olhar cruzado, furtivo...
As luzes de Natal, ordinárias,
que apenas tornam o cinzento mais difuso.
E o frio! Sempre o frio!
non nobius domine
Sorrio.
Uma caricata existência a dois.
Um pequeno príncipe e o seu planeta.
Onde não existem nem pessoas,
nem cores ou aromas,
onde tudo é uma perfeita amálgama de tudo,
um presépio à minha imagem
onde brinco sozinho.
E eis que surge Sílvia...
É ternura no olhar.
Fico com a sensação de me puder
esconder atrás daqueles olhos
e embrulhar-me na languidez da preguiça
e do conforto de tamanha ternura.
Sílvia é um estremecer da alma!,
pintado em tons de rosa.
Sílvia, Sílvia-Thomar
a concretização mulher
de um amor escrito
em pedras e pensamentos.
Agora o coração de Thomar já bate.
Agora fecho os olhos
e tento imaginar a cidade
e só consigo sentir-me perscrutando o escuro,
rua após rua,
enquanto procuro
incessantemente!
os seus lábios...
Por favor!, peço a mim próprio,
pára com este devaneio!
Mas o que é a precipitação mais
que a ausência do medo de ser feliz?
Não conheço outra forma de viver.
Apenas ir fazendo o que o coração me diz!
E eis que surge Sílvia...
Diogo


3 Comments:
Que poema amoroso! :3 essa descrição inicial é relativa a algum lugar concreto ou é imaginada? Faz lembrar a praça do comércio: a neblina do rio e as castanhas assadas! ;)
Parece um lugar de sonho realmente, mas Thomar existe mesmo. É a minha cidade. Pátria da minha alma. Recomendo a visita, claro; mas Tomar não se dá a conhecer logo no primeiro encontro... No entanto vale a pena conhecer os encantos da cidade templária.
A experiência que tenho com a cidade é mesmo aquela que descrevo no poema. É um amor que vou trabalhando e construindo todos os dias. E sinto-me bem aqui. :)
:o
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