Wednesday, July 25, 2007

sayonara

Nos confins do desassossego da alma
um grito calado ecoa pela intermitência
da decisão de continuar ou cair.
Chegar ao fundo do beco e arrancar
as unhas a tentar trepar o muro
que serve de carrasco à esperança.

Parar o tempo...
Acender calmamente um cigarro
e contemplar o nosso fim com calma
Percorrer todos os seus pormenores,
estudá-lo como se estivesse exposto numa galeria

Dizer isto é mentira...
E nada mudar, o mesmo muro

Atchim
Está frio neste beco


César Sampaio

1 Comments:

At 4:56 AM, Anonymous Anonymous said...

Espero por ti e tardas. Já não sei o que me trouxe aqui. Há muito que trepei o muro. Gostavas de ser capaz de voar?

Arrivederci

 

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