sayonara
Nos confins do desassossego da alma
um grito calado ecoa pela intermitência
da decisão de continuar ou cair.
Chegar ao fundo do beco e arrancar
as unhas a tentar trepar o muro
que serve de carrasco à esperança.
Parar o tempo...
Acender calmamente um cigarro
e contemplar o nosso fim com calma
Percorrer todos os seus pormenores,
estudá-lo como se estivesse exposto numa galeria
Dizer isto é mentira...
E nada mudar, o mesmo muro
Atchim
Está frio neste beco
César Sampaio


1 Comments:
Espero por ti e tardas. Já não sei o que me trouxe aqui. Há muito que trepei o muro. Gostavas de ser capaz de voar?
Arrivederci
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