Amnaesia
E hoje é dia de alimentar o espírito.
Qual sopa dos pobres,
melhor que a boda de Natal,
eu olho a esfera celeste
e rio-me de me ver preso ao solo
que tolice... como foi que me esqueci
de voar
Sinto o vento soprar-me em todos os poros da pele
sinto junho a segurar-me pelos ombros. sinto
num frenesim nervoso de palpiptações
um todo de tacto e lágrimas de saudades.
Ouço o meu nome
Sorrio
Deixo-me acariciar no meu reencontro com a minha identidade
Abro as minha asas de rompante!!! Zás!
Que magnífica visão
As minhas penas são feitas de luz
e as minhas asas extendem-se para lá da curvatura da Terra
e os meus pés tocam agora apenas o produto do meu devaneio,
não mais a telúrica brutidade.
Tenho a testa suja com pó das estrelas.
Desculpa, não pertenço aqui.
O meu planeta fica tão longe
Estava apenas de passagem...
Diogo


1 Comments:
As asas são para usar ou atrofiam, apodrecem e caem.
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