camomila
Dizes que eu brinco com os homens
como tu brincas com as pessoas.
Dás-me vontade de rir rapazinho...
Tens um coração tão puro
és tão deliciosamente virgem
Ficas nervoso como um jovem coelho assutado
e eu extasio no toque do teu pêlo branco e macio
Deixa-me trincar-te esse coração
e saboreá-lo como metades de pêssego em calda
Quero sujar os lábios nessa calda de açúcar
e lambuzar os dedos no que restar de ti
Confias em mim? Confias em mim, meu amor?
Hahahahahahahahaha
Cuidado com a ferrugem nessa lata vazia e esventrada
És tão ingénuo quanto o meu bâton
Sabes, eu não sou o chá de camomila
sou o soro da verdade que corrói
a façade do teu baile de máscaras meu querido
Vês o que eu te queria mostrar?
Não sintas, ignora essa manifestação da tua pequenez
Consegues ver? Percebes agora?
Eu não brinco com os homens,
dou-lhes uma segunda oportunidade de nascerem
Anda, vem comigo
Vamos tomar outra chávena
Helena Sofia Bastos


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