Thursday, November 26, 2009

devagar

Eu sei lá... Por vezes fico sem saber o que dizer

E mesmo assim aperta a vontade de...


A melancolia, escorrendo, vai caindo

sobre os ombros, esquecendo

o sol de inverno, sentindo

a tristeza crescendo.


A solidão desleixada é o ponto final

de mais um capítulo mal vivido

O prólogo inevitável e formal

de um sonho adormecido.


Por vezes fico sem saber o que fazer

E mesmo assim aperta a vontade de enlouquecer

Outras vezes fico sem saber o que pensar

E ainda assim aconchego num irreversível apaixonar

Eu sei lá...



Diogo

4 Comments:

At 2:55 AM, Anonymous Anonymous said...

Bem, confesso que não leio muito, e de poesia só leio a tua. Nunca senti qualquer tio de emoção mais forte ao ler que um mero riso (ou será que foi só sorriso?). Mas com este teu último poema identifiquei-me muito mesmo. Comecei a ler, um pouco na diagonal. Depois, como sempre acontece no teu blog, tive de o reler para o perceber e interpretar. E eis que acontece o que até aqui nunca antes me tinha acontecido: de tanto me rever nestes versos, de tanto ter conseguido interiorizá-los e, portanto, senti-los, as lágrimas acabaram por cair. Obrigada por este momento. :,)

 
At 1:17 AM, Blogger atriade said...

É um elogio muito grande aquele que me fazes. É um imenso elogio!

Dizes obrigada, mas eu é que não sei como agradecer...

Valeu, a tua mensagem chegou aqui a este lado. Obrigado pela tua cumplicidade. Agora, mais do que nunca, fico em dívida com aquele abraço caloroso já prometido.

 
At 8:50 PM, Anonymous Anonymous said...

:) Gostei mesmo muito, consegui estar dentro do que transmitiste. Foi a primeira vez que chorei a ler fosse o que fosse. :) Espero mais destes! ;) **

 
At 11:29 PM, Anonymous Anonymous said...

Muitas vezes tenho vontade de enlouquecer para poder desculpar a minha insanidade. Serei louco?

Muito bom!

 

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