devagar
Eu sei lá... Por vezes fico sem saber o que dizer
E mesmo assim aperta a vontade de...
A melancolia, escorrendo, vai caindo
sobre os ombros, esquecendo
o sol de inverno, sentindo
a tristeza crescendo.
A solidão desleixada é o ponto final
de mais um capítulo mal vivido
O prólogo inevitável e formal
de um sonho adormecido.
Por vezes fico sem saber o que fazer
E mesmo assim aperta a vontade de enlouquecer
Outras vezes fico sem saber o que pensar
E ainda assim aconchego num irreversível apaixonar
Eu sei lá...
Diogo


4 Comments:
Bem, confesso que não leio muito, e de poesia só leio a tua. Nunca senti qualquer tio de emoção mais forte ao ler que um mero riso (ou será que foi só sorriso?). Mas com este teu último poema identifiquei-me muito mesmo. Comecei a ler, um pouco na diagonal. Depois, como sempre acontece no teu blog, tive de o reler para o perceber e interpretar. E eis que acontece o que até aqui nunca antes me tinha acontecido: de tanto me rever nestes versos, de tanto ter conseguido interiorizá-los e, portanto, senti-los, as lágrimas acabaram por cair. Obrigada por este momento. :,)
É um elogio muito grande aquele que me fazes. É um imenso elogio!
Dizes obrigada, mas eu é que não sei como agradecer...
Valeu, a tua mensagem chegou aqui a este lado. Obrigado pela tua cumplicidade. Agora, mais do que nunca, fico em dívida com aquele abraço caloroso já prometido.
:) Gostei mesmo muito, consegui estar dentro do que transmitiste. Foi a primeira vez que chorei a ler fosse o que fosse. :) Espero mais destes! ;) **
Muitas vezes tenho vontade de enlouquecer para poder desculpar a minha insanidade. Serei louco?
Muito bom!
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