Nós
Sinto-me no desejo de te ter perto de mim!
A tua imagem?
Não me chega!
A tua voz?
Tão pouco...
Arrancaria cidades pela raíz,
para te ter mais perto.
Beberia quantos oceanos
fossem necessários.
Correria léguas infinitas,
engoliria as minhas planícies.
E depois, apenas o tacto
nervoso de mão contra mão.
Os olhos fechados, para que
o sonho não se materializasse.
O atrito dos corpos, o suór quente...
A saliva de mercúrio escaldante,
os dentes cerrados de quem morde a vida,
os punhos fechados de uma violência telúrica.
O sentido de tudo
aliado à razão do nada.
O sermos por nos termos.
A vingança divina, de quem inventou
o amor para gozo esporádico.
Abrir os olhos, para
simplesmente te poder olhar.
Ver-te sorrir e voltar a fechá-los...
Diogo


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