Choro
Nos dias em que eu choro,
tapo os ouvidos e tento
não ouvir nada mais que
os meus próprios soluços.
Afasto-me de mim. Isolo-me.
Preguiço-me no meu ser.
Enguiço-me no meu redor.
Escuto a minha surdez.
Não levanto a cabeça.
Não me apetece levantá-la.
Enterro-me na sombra.
Apago-me num destoar
lento e penoso. Largo a
vida que me segura, e grito...
Diogo


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