Tuesday, April 10, 2007

Renaissance

A solidão não me atormenta
Conforta-me
quando já não consigo dar nem mais um passo

Que pesado fardo que é a inaptidão

Interrogo-me se serei apenas algo fora de horas
ou se simplesmente não passo de um erro

Os disparates acumulam-se nas bocas dos outros
e no teu útero... no teu útero guardo recordações
memórias sobre outras formas de estar.
conviver para mim sempre foi um sacrifício
só sei agir, não sei reagir!

O mais boçal de todos os pierrots ainda chora por ti
pois não tenho nada mais para lhe dar
para além duma boa escarradela na testa
Um coitadinho não deixa de ser repugnante só porque soluça!
Felizmente o meu mundo
não é preto e branco como o dele.
nunca foi. nunca será.

Consumi-te

Sabes, és como aqueles grandes manjares
que fazem crescer água na boca.
No fim dão os restos aos cães
e fico com uma enorme indisposição.
Caiu-me mal...
Preciso de uns sais de frutas.




Olá ética!, chegas em boa altura.
Já tinha saudades...


kurt

1 Comments:

At 1:28 AM, Anonymous Anonymous said...

Alarvo, um manjar nao deve ser comido mas degustado. Para que indisposiçao nao resulte de tal refeicao, recomendo moderacao no matisgar. Os mais doces temperos surgem quando alguma atencao e dispendida antes da degluticao.

 

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