Friday, December 01, 2006

Cura te ipsum

Esses olhos fechados
abrem portões de infinito
sobre a minha alma mutilada.
Em estrelas e luas e luzes
sorris numa dor que arde
um fado que suspira por mais
pathos pathos pathos pathos

Esqueço.
e tu Lembras-me, nunca me deixas dormir
e abraças-me para me largares de seguida
e não sabes quando eu não sei.
e és karma amplamente difundido
numa realidade tão pura quanto ilusória
e aparecemos no céu como nuvens retalhadas
e assinamos o mesmo nome

vem, agarra a minha mão. agarra-a quanto antes
porque me treme tanto a vontade que eu não sei
se vou recolhê-la antes de me arrepender.
não tens medo? embrulha-me depressa!
e oferece-me ao teu casulo miocárdico.
deixa-me viver aí enrolado na tua presença

segue segue segue segue segue
tudo rápido e instantâneo
mais depressa
continua
não hesites
precipita-te
entrega-te
não penses

SENTE

sussurra-me mais,
porque eu só penso em trincar a tua língua
És terrível!


Diogo

1 Comments:

At 5:45 PM, Anonymous Anonymous said...

SENTE. Acompanha-me agora que os caminhos se cruzaram. Não te esquives. Dá-me a mão. Abraça o meu toque, a minha presença. Se te fechas num casulo, nunca hás de voar. O que escondes tem a resposta que procuro. Deixa-me encontrar. Entrega-te. Não penses.

 

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