fronteira
Anoiteço, solene, na dúvida
se deva colocar-me em bicos de pés no limiar do abismo.
Enlouqueço, fervilhante, na certeza
de cair ao mínimo suspiro de vontade.
A fronteira é o lugar que eu procuro
e é a alma que me preenche.
Sonho todos os dias com ela.
A incerteza de estar antes ou depois.
A força de ter tudo para mudar.
O novo fato que acumula, como pó, sobre o velho.
Onde ontem, hoje e amanhã separam-se no ruído
de quem arrasta movéis caducos.
A fronteira é o sítio onde não sou bom nem mau.
Sou, apenas.
Diogo


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