7 vírgula 5
Eu deixo de olhar os sinónimos de erro.
E permito-me ficar num baloiço de ferro
forjado no silêncio de um postigo de olhares.
Eu já espirrei várias vidas
e não me lembro de sangrar em nenhuma delas
Se tu soubesses como não te conheço...
nem na tua nudez!
Que incógnita esta, que mais parece um código
De barras como aqueles que nunca entendi
Vou ao supermercado das tuas necessidades
e nunca sei o que trazer
E eu olho pela janela
e sabe-me bem dizer que não sei o que dizer
e que não sei o que é estar aqui
Porque queira o homem sonhar!
e a abstinência de alma não é a morte
porque no vazio também há vontade
Sonhar com nada
de nada
para nada
também é sonhar!
Porque o sim e o não não se complementam!
Porque há muito mais para além de abrir e fechar os olhos.
Porque eu não sou branco ou preto
Porque o mundo não é dia ou noite,
eu hoje sou alvorada
e amanhã sou crepúsculo
kurt


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