Alfaiate
Uma visão inesperada
e um corte em rasgão
alimentam a visão perpetrada
em sulcos de solidão.
O traço de giz que percorre
um tecido puído e gasto
dissolve o que escorre
da inocência do casto.
O passado cose-se em linho.
E o presente fica um desalinho.
I-nho.
o tempo pára e o corpo de carne sorri
na sua pálida estupidez enquanto o
espírito se alimenta do que já foi
Olho o fato que acabo de fazer e anseio por estrear.
Tenho nele mil e uma estampas de felicidade.
Onde terei deixado o outro tecido?
Pouco interessa...
Febre de outra vida.
Espécie de maldição.
Infância vivida.
Opúsculo de contra-senso...
Fragmento da imaginação.
Sonho vivido, imenso!
kurt


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