Piano
Ao chamamento de uma sereia
estendo a mão sem pressa.
Acedo ao beijo frio e esquecido
que te reduz à espuma
que marginaliza os meus lábios
e salga a minha alma.
O teu suspiro é, para mim,
fúnebre, frio e vazio.
O teu sorriso é, agora,
gelo no meu coração.
Porque onde a lagoa é de fogo
e os magmas nos acariciam o rosto,
sonhar não é permitido
e o mar é um desperdício de sentimentos.
Se eu pudesse,
resgatava-te do meu sonho.
Mas as teclas do meu piano
calaram na mudez do teu sono.
Diogo


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