Imperdoável
E no fim tudo é perder!
No aproximar desenfreado do destino final.
O olhar que percorre o cadafalso.
O vislumbre do nó que me arrancará
a traqueia em pedaços de mágoa.
A culpa pesa sobre ombros caídos.
A consciência de morte inunda.
Quando os olhos fecham, a inocência
não é esquecida e a mentira é
imperdoável!
Porém factos não passam de miragens.
Ela prende, agita e desinteressa-se.
Ele não quer.
Ela propõe.
Estou aqui numa negação de passado.
Sento-me numa poltrona de nunca mais.
Abano ligeiramente a cabeça.
Procuro algum sossego.
O tempo não tem sentido determinado,
e olhá-lo é como ver-me nascer no dia da minha morte.
kurt


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