Tuesday, September 27, 2005

Imperdoável

E no fim tudo é perder!

No aproximar desenfreado do destino final.
O olhar que percorre o cadafalso.
O vislumbre do nó que me arrancará
a traqueia em pedaços de mágoa.

A culpa pesa sobre ombros caídos.
A consciência de morte inunda.

Quando os olhos fecham, a inocência
não é esquecida e a mentira é
imperdoável!

Porém factos não passam de miragens.

Ela prende, agita e desinteressa-se.
Ele não quer.
Ela propõe.

Estou aqui numa negação de passado.
Sento-me numa poltrona de nunca mais.
Abano ligeiramente a cabeça.
Procuro algum sossego.

O tempo não tem sentido determinado,
e olhá-lo é como ver-me nascer no dia da minha morte.


kurt

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