Tuesday, September 07, 2004

EU

Nas horas mortas da minha insignificância,
No cerne da minha imbecilidade interior,
Nas relações mediocramente establecidas,
Nas lágrimas que correram de forma inconsequente,
Pulsa uma vida insensata, radiante de amargura.

Insensatez de actos irreflectidos e incoerentes.
Essência, essencial primórdio que me conduz.
Primordial instinto de irracionalidade.
Instintivamente irracional elevado a humano.
Projecção de tudo isto numa mente frágil.

Uma tremenda vontade de confissão,
Uma ainda maior clausura de solidão.
Queria começar por me apresentar,
Mas não sabia que nome dar a isto.
Aglomerado biológico de porcaria genética,
livre escravo da minha vontade própria.

Diogo

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